

2º Passeio TT Rota do Pão Saloio
Pelos doces caminhos de Mafra
A Prolama Aventura e a CS Motorsport juntaram-se para o segundo passeio de Todo-o-Terreno. Depois da Rota de gelo, os mais de 150 participantes tiveram de passar pelos mais diversos tipos de terreno, na Rota do Pão Saloio.
O pão de Mafra é conhecido pela sua doçura, por ter muita água e muitos buracos; Algo que se adequa a qualquer passeio de todo-o-terreno que se preze.
Durante a prova, com cerca de cem quilómetros de extensão, foi possível ir além do todo-o-terreno. A organização do evento preparou algumas actividades. Pela manhã, foi possível tomar o pequeno-almoço na padaria “ Panimafra”, detentora da Marca “ O Pão Real”. Para além do habitual pão com chouriço, não faltaram à chamada os bolos secos, o croissant e o prego. Não, não se trata do prego no pão. Foi o prego que os concorrentes tiveram de enterrar, no tronco de madeira, com um martelo, o primeiro desafio servido pela organização.
E como se safaram estes veículos nas passagens pelos rios? A mais difícil foi por volta do quilómetro vinte, no Santuário Nsª do Arquiteto: a água corria num local de vegetação única e com pedras soltas, o que obrigava a ter muito cuidado. Não se podia correr o risco de ficar com um calhau debaixo da carroçaria. Só que isso mesmo aconteceu à passagem de uma X-Trail, que só conseguiu sair do local depois de ter sido rebocado por um Land Rover Defender equipado com um gancho. Após esse momento, o sistema de tracção integral da X-Trail voltou a funcionar e foi possível fazer a subida íngreme, com a rocha bem à vista, sem qualquer dificuldade.
Esta foi a parte do percurso que demorou mais tempo a fazer. Por coincidência – ou talvez não – os participantes iriam passar no Palácio Nacional de Mafra, que demorou praticamente 13 anos (entre 1717 e 1730) a ser construído.
Em vários segmentos da Rota do Pão Saloio, os veículos passaram pelo interior de várias aldeias. Os moradores olhavam para os carros sempre de boca aberta e à espera de um “bom dia”. Algo que não poderia ser dito por outros residentes. Os “moradores” da Aldeia Típica José Franco. Uma aldeia feita pelo ceramista, oleiro e escultor. Esta reproduz, minuciosamente, os locais dos arredores da cidade de Lisboa no século XX. Uma reprodução à escala real e outra em miniatura, mas não menos encantadora, sobretudo para as crianças. Também conhecida como “Aldeia Saloia”, localiza-se no Sobreiro, entre Mafra e Ericeira.
Depois do almoço e da corrida de sacos na praia da Assenta junto a Ribeira d’ Ilhas foi tempo de “surfar” pelas arribas até Santa Cruz. Junto à praia de Santa Rita, foi possível sentir o espírito do Dakar. Só faltou o calor, porque o vento quis estar bem presente numa autêntica montanha-russa de diversão para os participantes, deliciados com este momento. A tempestade de areia e de emoções foi interrompida pelo atascanço de alguns e pela solidariedade TT de outros…
Foi o último “grande” momento de um dia que terminou com o jantar de entrega de prémios e lembranças da elf e da Portside; servido pela equipa do Restaurante “Pão Saloio” – só podia ter este nome, na Quinta Fonte de Cima em Toledo; uma simpática aldeia do Concelho da Lourinhã, junto ao Vimeiro. Os mais atentos e dedicados foram premiados com a simpatia e talento de uma dupla de músicos convidados para o abrilhantar a noite.
A Rota do Pão Saloio contou também com a participação de Rui Sousa; Alexandre Franco, e Edgar Condenso pilotos da equipa Prolama, que desta vez trocaram os seus carros de competição Isuzu por um dia de aventura de Moto, demonstrando todo o seu virtuosismo.
Autor do Texto: Diogo Ferreira Nunes
Ficha Técnica “Rota do Pão Saloio”:
Distância: 96 Km
Viaturas participantes: 60
Numero de pessoas: 172
Dificuldade: Baixa ; Navegação : Road Book





