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7 TT Montepio Crédito - Rota Pão Saloio

 Á conquista da Região Saloia.

 

Todos conhecemos parte da história das invasões Francesas, e da forma astuta como foram derrotados pelos portugueses e pela estratégia da construção de obras militares que levaram ao controlo de toda a região Oeste, e defenderam a capital do avanço napoleónico.

Parte deste espólio, faz hoje as delícias dos conquistadores e suas montadas. Torres Vedras é o centro destas linhas defensivas e foi palco para a partida de mais um Passeio TT que a PROLAMA, preparou para um grupo de aventureiros munidos de viaturas 4X4.

Com o Sol a despontar no horizonte e apadrinhados pelo Montepio Crédito, cerca de 30 viaturas exploraram os trilhos das linhas defensivas de Torres Vedras, iniciando a subida à Serra do Socorro, ponto de observação por excelência para quem pela primeira vez visita a região. Por entre culturas e rectângulos de côres diversas os ilustres conquistadores chegaram ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico, que foi fundado em 1987 com a finalidade de preservar a raça e de conservar os lobos numa área circunscrita mas em habitat natural.

Imponente e com novo visual surge o Convento de Mafra, obra arquitectónica de rara beleza, realçada por um terreiro moderno que deu a Mafra a dignidade há muito reclamada. Na sequência lógica deste percurso histórico, obrigatoriamente a Vila da Ericeira é parte integrante do espólio da monarquia como local de partida do último Rei, D.Manuel II rumo ao exílio. Local de altas falésias e surfistas, a costa de prata oferece uma visão diferente aos praticantes do Todo-o-Terreno de lazer, com passagens junto á costa que dificilmente são utilizáveis sem as respectivas autorizações.

O Pão Saloio (ou de Mafra), e as belas iguarias da Região foram servidas no cenário da Praia Sul da Assenta, local escolhido para que todos retemperassem forças e as máquinas descansassem dos empoeirados caminhos de terra.

Sempre junto á costa, foi possível ainda uma paragem observatória sobre a mítica Vila de Santa Cruz, e a exploração de uma duna de areia, que provocou as primeiras baixas aos defensores das “linhas de Torres”. O espírito de entreajuda foi então colocado á prova, enquanto os infiéis foram obrigados a retirar rumo ao local de partida, verdadeiro refugio para os “guerreiros” desta aventura.

Pelo caminho, ainda foi possível serpentear estufas hortícolas e vinhas rasteiras, num quadro difícil de “pintar”. Como obstáculo final a transposição de um rio envolto num canavial tornou-se na batalha final para todos os que tinham como objectivo conquistar os pontos necessários para vencer a contenda. Venceram todos, depois de mais 110 quilómetros de curvas e poeira… Ao longe, surge envolto em mistério uma nova conquista….qual será o destino? Até lá…

 

Carlos Silva

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